colocarmo-nos no lugar dos outros…

 a separar soma 9-11-2012 115
… “só há um motivo possível por detrás do comportamento de alguém: o desejo de se sentir em segurança ou feliz. E se as pessoas dizem ou fazem algo que magoa, é porque não se sentem em segurança ou felizes. Dito de outro modo, estão assustadas.
(…) Reconhecer isso em relação a outrem é a essência de se colocar no lugar dos outros.”
 
In “A Alegria de Viver” – Revelar o segredo e a Ciência  da Felicidade, de Yongey Mingyur Rimpoche, pag 216
 
É a reflexão sobre esta frase e o contexto em que está escrita que pode  aliviar por vezes a minha angústia…
que pode ajudar-me a  aprender a perdoar e tentar encontrar a forma de ultrapassar, positivamente, o muito que me afectam muitos comportamentos humanos… 
Gradualmente,  procuro a consistência os meus princípios.
Gradualmente, hei-de encontrá-los.
 
Isabel Maia Jácome
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8 respostas a colocarmo-nos no lugar dos outros…

  1. Célia diz:

    Olá, Isabel
    És persistente… vais encontrá-los!
    Beijinhos

  2. Vicente diz:

    Olá Isabel, de partida ao Brasil de 7 a 24 vou ver se procuro também alguma consistência na minha vida futura em outras paragens…isto por cá está bera…a valer! Mas gostei do texto. Uma boa chapada na cara às vezes também resolve muita coisa…aleveia…ahahaah…beijos amigos

    Vicente

    • “Aleveia” sim!… LOL… Faz-me sempre sorrir e RIR, “Vicente”!!!🙂🙂🙂
      Sabe o quanto gosto de si.
      Um abraço forte e amigo, Manuel… e vamo-nos mantendo em contacto sp que possível.
      Uma exelente viagem e melhores resultados ainda.
      Continue a escrever!!! (não faça como eu… lol…) Vou lendo…
      Obrigada.
      Sempre,
      Isabel

  3. Emília Pinto e Hermínia Lopes diz:

    “Colocarmo-nos no lugar dos outros” é a essencia para uma convivência pacifica, mas, Isabel, é muito difícil. O se humano tenta e alguns conseguem, mas a tarefa não é nada fácil. Estamos numa época conturbada, mas penso que não a podemos culpar por todas as atitudes insensatas do ser humano; mesmo sem crise, com pleno emprego, o dinheiro correndo farto, sempre houve acções que nos magoaram que não endendemos, que nos fizeram duvidar da nossa racionalidade. Sempre foi muito mais fácil criticar, pisar no colega de trabalho, largar os idosos à sua sorte com uma indiferença aterrorizadora. Isso aconteceu sempre e não tenho grandes esperanças que a coisa mude, porque não estamos a educar as nossas crianças para essa mudança de mentalidade. A crise vai forçá-los a viver com menos, mas não os vai ensinar a ser cidadãos conscientes da sua responsabilidade na sociedade; não conseguimos passar-lhes a essência da convivência em sociedade que são os afetos, o respeito pelos outros sejam eles de que idade forem. Muita coisa é responsável pelas atitudes incorretas que por aí vemos, mas o principal motivo é a falta de educação, de princípios que de há uns anos para cá tem grassado na nossa sociedade. claro que a nossa obrigação é tentar entender, perdoar, esquecer, mas, em alguns casos, por mais que procuremos, não encontramos desculpas. Sabe, Isabel, no Começar de Novo tem um poema da Cecília Meireles sobre a morte por indiferença. Achei-o muito interessante, pois o que mais se vê por aí é a indiferença pelos sentimentos daqueles que nos rodeiam e isso é o que mata a nossa alma, que mata a nossa alegria de viver. Há os que não se importam.com nada disso….há aqueles que se acham donos do mundo e que portanto só eles contam, mas por outro lado e, felizmente, ainda há aqueles a quem os outros interessam muito e que também esperam alguma atençao desses outros., mas ela não vem e..a tristeza invade-nos Eu sou dessas pessoas…não sou ninguém sem o carinho dos outros; sinto-me só..apagada…vazia. Um beijinho, amiga e obrigada por esta reflexão que me levou a fazer . Boa noite.
    Emília

    • Sabe Emília? As suas palavras são sábias!
      Por vezes, a consciência da realidade, a constatação no nosso dia a dia daquilo que diz, quase me leva ao desespero.
      É uma angústia profunda esta que cresce, pela dúvida que nos corrói relativamente aos outros… pior, a dúvida que se instala em relação a nós mesmos… porque acabamos, de uma forma ou de outra, por nos deixarmos manipular pelas nossas fraquezas humanas… as dos outros e as nossas… porque é em conjunto que erramos e é de facto difícil conviver de forma transparente e respeitando cada um pelo que é, como é, com as suas fraquezas e dons, com as suas capacidades, saberes e também com as suas dúvidas e falhas.
      Seria tão bom termos essa capacidade enorme e grandiosa de compreender os outros!…
      …e esta frase que transcrevi para o post apaziguou-me um pouco…Releio-a, penso nela… e esse exercício dá-me mais alento e esperança para continuar a procurar desenvolver esse procura de me “colocar no lugar dos outros” e quebrar de alguma forma, pelo menos aqui e ali, o ciclo vicioso dos julgamentos.
      Só podemos mudar, se mudarmos nós mesmos.
      A Paz é difícil… e nem sei se existe!
      Nada disto é fácil, Emília!!!
      Dou-lhe toda a razão relativamente à reflexão que fez e que agradeço.
      Um abraço bem forte.
      Sempre,
      Isabel

  4. Teresa Ferreira diz:

    Querida Amiga
    Esta é uma época propícia a balanços e, para mim, de muita necessidade de reflexão. Terminei ontem um caderno de uma espécie de diário e, claro está, mais necessidade tive de rever o caminho percorrido e aquilo que tanto tenho de trabalhar pela frente. Vejo forças opostas sempre presentes a alternarem-se: A que impulsiona para a procura, busca de sentido, de uma meta que me dê ânimo suficiente para me mover, de um objetivo que me faça caminhar e a que me leva à rendição, a não ver sentido, a não ver horizontes. E vem o abatimento, a falta de perspectivas, o horizonte cada vez mais curto e sombrio. Felizmente, esta força é menos poderosa e logo superada pela outra. Mas tenho tanto, tanto trabalho pela frente… Aqui te falo de algumas “pedras” que tenho pelo caminho:
    – Aceitar, aceitar, aceitar – Abandonar-me, descontrair, confiar. Confiar na vida. Apesar de ter esta consciência há um bom tempo, não há maneira de avançar, vejo até mais recuos.
    “É a resistência ao que é que cria sofrimento (…) A liberdade implica deixar o conhecido e ter a confiança para entrar no grande campo do desconhecido a cada momento da sua vida.”
    – Não me apegar a pensamentos do que passou, nomeadamente, a padrões de dor: censura, recriminação.
    “Se for esse o caso, tal significa que não perdoou (…) Perdoar significa não oferecer qualquer resistência à vida – permitir que a vida viva através de si.”
    – Libertar-me de formas de julgamento que poluam o olhar sobre o outro e sobre mim mesma.
    “No coração do julgamento o ego ávido de reconhecimento e amor está sempre lá “o que é que eu valho?”. Se encararmos o julgamento como a nossa parte de sombra, de sofrimento, de fragilidade, ele deixa de ser “mau” e transforma-se em convite a ver mais de perto aquilo que grita e chora em nós.”
    – Libertar-me do ego, sentir a unidade – Tenho, geralmente, a percepção de mim própria como um fragmento isolado e é por isso, dizem alguns autores, que surge o medo. O ego é uma resposta aos nossos medos. Esqueço-me do facto essencial de que, por baixo do nível das aparências físicas e das formas separadas, sou una com tudo o que é. Sentir a unidade, gostaria tanto…
    E quado leio estas palavras “aprender a viver é aprender a abandonar, a renunciar (…)
    O que sobrevive à morte é precisamente essa bondade fundamental que existe em todos nós e toda a nossa vida é uma lição sobre como fazer vir ao de cima essa intensa bondade, um treino para nos darmos conta da sua existência.”, acredito profundamente que esse é o sentido, que, na essência, tudo se traduz num só caminho: O de aprender a amar.
    Se tivermos presentes as palavras que aqui transcreves (“só há um motivo possível por detrás do comportamento de alguém: o desejo de se sentir em segurança ou feliz. E se as pessoas dizem ou fazem algo que magoa, é porque não se sentem em segurança ou felizes. Dito de outro modo, estão assustadas.
    (…) Reconhecer isso em relação a outrem é a essência de se colocar no lugar dos outro) estaremos mais disponíveis para escutar aquilo que neles grita, aquilo que neles chora que, no fundo, chora em nós também porque o lugar do outro é o nosso também. Consigamos sentir esta unidade.
    Um grande, grande beijinho a desejar-te a vivência de um Natal em plenitude.
    Teresa

    • Minha querida Teresa
      Não tenho muitas palavras depois de te ler… comove-me, toca-me profundamente e gostaria de ter a tua força e perseverança nesta busca que sinto comum, mas que segues alguns passos bem grandes à minha frente. Sabe bem sentir que não estamos sozinhos, quer na busca, nas dificuldades que lhe são inerentes, quer, acima de tudo, nesta humanidade que vamos conseguindo percepcionar e sabemos que nos limita e persegue. Mas são precisamente essas dificuldades e essa humanidade que temos que aprender a aceitar… só assim podemos descobrir “forças”! Será assim minha amiga???
      Confortas-me sempre. Ensinas-me muitíssimo… e agradeço o tanto que me ajudas nesta caminhada que gostaria continuar a viver com seriedade, mas também com a descoberta da leveza que lhe deveria ser inerente. SER SIMPLES… quem me dera ser simples!… e aceitar a vida nessa união com tudo que permitiria por certo maiores descobertas, encontros, crescimento, alegria e paz!
      Mas ACREDITO na vida, sim… mesmo vivendo-a de forma complexa… ou com esta complexidade de ser humana, pensante e pouco sábia ainda!… e sorrio… e agradeço a vida, os Amigos… e tudo o que continuo a receber a cada dia, mesmo quando possa parecer pouco… porque sei que algures, acabo por sentir a grandeza e beleza de cada pormenor… que AGRADEÇO.
      Obrigada minha amiga… agardeço-te a ti também, por caminhares comigo… por me dares a mão… por me acenderes a vela que muitas vezes ilumina este meu caminho.
      Um Santo Natal para ti…
      Sempre, sempre…
      Isabel

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