Função Pública (?)

Hoje, paro aqui um segundo só,  a pensar.
Função Pública… Função Pública…
Função Pública?
E de tanto pensar, num só segundo, ou de tanta emoção me invadir neste espaço curto de tempo, deixo o desafio de que num pouco mais de tempo pensem comigo também… ou façam jogos, daqueles expressivos, em que uma palavra, puxa palavra ou puxa o sentido… e o sentimento que nos está estampado ou escondido… e que, se calhar, muitos de nós queremos partilhar.
Amanhã, quem sabe?
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12 respostas a Função Pública (?)

  1. Maria Ramos diz:

    pensei e surgiu-me isto:
    – será a função que funciona e que é pública, pública porque toda a gente vê ???

    não sei se pode ser …

    Maria Ramos

    • Maria, obrigada pela sua resposta e pelo seu esforço. Vale o que disse e era um jogo em que conta o que vai sair do que cada um pensou e sentiu no momento, mas se está interessada no mote e na reflexão em si, proponho que leia os cometários que outros aqui deixaram e que tantos nos enriquecem.
      Obrigada uma vez mais.
      Isabel

  2. Emília Pinto diz:

    A função? Função esta…função aquela; função sempre feita para uma qualquer função; função causada por outra função qualquer; função de vocação…de obrigação, outra função; também função de devoção…de imposição, quanta função!!! Vai-se esta função… outra função vem…mais outra função virá; a função da vida é uma constante função; função triste…prazeirosa função…função outra escolhida…qualquer outra função imposta; função pública…privada função…função que é escondida…publicada função; partilhada função…funcão solitária…solidária função; é nossa função tentar desempenhar a melhor função, função que chamará uma outra função; a nossa função poderá sempre ser opção…opção pela função de viver…função de sorrir…agradecer é agora a minha função; carinhosa função esta!
    Beijos muitos… é pequena esta função, mas é de coração
    Emília

    • Emília… gostei da forma como reflectiu e como escreveu…
      …como pode um pequeno desafio lançado sob um certo sentimento levar a tantas direcções!?!… e gostei tanto da sua reflexão! Proponho-lhe que leia os outros comentários e sorria comigo, porque tendo eu um sentimento prévio determinado e consciência dele, este foi para mim um importante exercício de reflexão em leque!
      … e que me apaziguou um pouco ao fazer-me sorrir e agradecer aos intervenientes… mas que não me liberta de escrever outro post sobre o assunto, embora menos pressionada pela angústia que me levou a escrever este.
      Gostei mesmo muito do que escreveu!
      abraço grande e obrigada,
      Isabel

  3. João Nuno diz:

    Querida Isabel…hummmm…explique-me lá o motivo de “função pública”. “Se a conheço”…este post tem aí por trás algo de importante que tem de ser expresso num dia com mais tempo e mais sereno. Certo? Ou estarei redondamente errado?!?
    Parace-me ser este o começo de um assunto sério que quer abordar por aqui.
    E o que é certo é que me deixou a pensar (se este também era um objectivo…está conseguido:))
    Um beijinho cheio de luz, com a certeza de que lhe desejo dias de muita harmonia.
    João Nuno (com saudades)

    • Ih, João Nuno, como sou transparente! Até me assusta!🙂
      Sorrio para si, contente pelo que leu e entreviu…
      … e toca em pontos fundamentais:
      1 – “tem aí por detrás algo(…)”
      2 – “que tem de ser expresso num dia com mais tempo e mais sereno”(…)
      3 – (…)”assunto sério que quer abordar por aqui”.
      … e hoje já mais calma (?) acho que nem vou ter tempo de fazer a reflexão necessária mas que devo.
      Nada de muito importante ou tão importante afinal, não fosse todas as implicações globais que estão por detrás… e para a frente… e tanta gente… e cada um de nós afinal!
      Apenas a minha reflexão num momento em que “a crise” afecta toda a gente. Crise que não tem significado apenas económico, mas de realização, de satisfação de… tanto afinal.
      Obrigada pela sua intervenção… certeira, João Nuno😉
      Abraço grande, como sempre,
      Isabel

  4. João Nuno diz:

    Querida Isabel, volto aqui…agora que vi um comentário seu no meu blogue:)
    Apenas para lhe explicar uma coisita e para ver que não sou “malvado”. Passámos em Leiria no sábado à noite. Como já era tarde não lhe disse nada. Apenas isso. Estivemos num bar que estava cheio de gente e já nem me recordo do nome (muito, muito barulho!). Seja eu a ir aí ou a Isabel a Lisboa…um lanche está mais do que prometido. Boa?!;) Quando vem à capital?
    Estou perdoado? Sei que sim:)
    E, assim, mais um abraço e um até breve!
    Beijinhos (pronto ok…do “malvado”:))

  5. 😮 … deixou-me curiosa, Isabel… é como se tivesse iniciado uma declaração qualquer e, depois, a tivesse deixado em suspenso… eu penso que, no meu caso específico, tenho uma funçãozinha neste mundo :)) Estou a rir-me porque sinto isso com muita, muita força e não me parece que seja lá muito evidente para os que me rodeiam… mas pronto… eu sinto isso. Passou a ser pública a partir do momento em que eu comecei a publicar os meus poemas online e esta minha “fantasia galopante” acredita que tenha alguma utilidade, embora fique furiosíssima comigo mesma sempre que encontro, blog adentro, erros dos mais arrepiantes que eu possa imaginar e que são todos fruto desta mania de fazer tudo a correr e com o coração nas mãos :)) Mas penso que ainda vou ter tempo para emendar qualquer coisa mais, muito embora ande com aquela catástrofe dos Alexandrinos atravessada na consciência e não saiba muito bem como hei-de “descalçar aquela bota” :)) Que Deus me ajude porque eu até tenho algum receio de chegar a essa parte do poetaporkedeusker e não conseguir fazer passar muito bem a mensagem do que é um Soneto Alexandrino! Para cúmulo, não consigo produzi-los com correcção e fluência… já experimentei e saem-me verdadeiros desastres poéticos, capazes de afugentar o leitor mais dedicado… mas eu ainda acredito que vai haver um dia em que consigo enfrentar essa lacuna, quanto mais não seja, assumindo o erro em parangonas e declarando a minha impotência perante a criação de Alexandrinos🙂
    Veja lá o que saiu assim, sem pensar muito, da sua “função pública”🙂
    Beijinho!

    • acho que a malvada fui eu em deixar este suspense…
      … e foi uma reflexão tão importante a sua Maria João… a ajudar a pacificar a minha!…
      … é que há tanta coisa séria a reflectir… e a “Função Pública” a intervir nesta nossa procura de paz e de serenidade ne vida!
      Todos temos uma função, como diz. Se é pública ou não… acredito que mais cedo ou mais tarde, assim se torne… ou não seja, em parte, esse o nosso dever de cidadania.
      Mas estava tão angustiada ontem, no vértice de um dilema, que me pareceu possivelmente enriquecedor deixar aquelas palavras.
      Resta-me agora contribuir com a minha reflexão também, amanhã com mais calma, tempo e serenidade, se o próprio tempo deixar.
      Mas agradeço, porque esta reflexão em leque, como já comentei com a Emília, serviu para dar tempo e apaziguar o espírito. Somar reflexões, diferentes pontos de vista, afastando até, algumas, da emoção desencadeante. Mas acho que serviu para abrir o espírito e procurar alguma serenidade.
      Somos “um, nenhum e sem mil” como diz Pirandelo… mas temos uma direcção a seguir obedecendo a determinados princípios.
      …e ontem estava quase a partir o verniz.
      De qualquer forma não vou adoptar uma posição conformista e mesmo não gostando de prometer aos outros, como já disse, quero escrever sem medo o que sinto, sobre o facto de pertencer à “função pública” neste momento… e sentir o desajuste cada vez maior do que pretendo pessoalmente e do que nos é permitido fazer actualmente.
      Perdoada pelo suspense?
      Abraço enorme. Sabia que a sua reflexão aqui seria bastante importante.
      Todos os poetas o são… embora por vezes não haja esse reconhecimento.
      Obrigada Maria João
      Abraço bem apertado
      Isabel

  6. Vicente diz:

    Eu fui sempre privado, a não ser quando fiz a tropa já depois do 25 de Abril.

    Tirei como vantagem da minha passagem pela função pública ter descontado e continuar a descontar Euros 11,34 por ano para o Cofre de Previdência do Ministério das Finanças, para…hélas…ter o meu enterro TODO pago!

    Voltando ao sério:

    1. Foi hoje anunciado um novo PEC com ainda mais restrições;
    2. A dívida de Portugal, pública e privada, é gigantesca;
    3. Durante os próximos decénios a vida vai ser um “inferno” em Portugal;
    4. Refiro-me também à parte intangível da nossa personalidade, ou seja o acesso à cultura, às artes, a frequência de espectáculos, a compra de livros e de música, o gosto pela culinária através da ida a restaurantes, as viagens ao exterior…tudo isto e muito mais vai ser limitado, porque pura e simplesmente no “balanço” quer do lado do “activo” quer do “passivo” não vai haver fundos! Ou seja não vai haver dinheiro suficiente para “luxos”…santo Deus!
    5. Para não falar já de familiares e amigos e jovens no desemprego…TOTAL ou seja passam-se meses e anos sem encontrar emprego para as habilitações profissionais e também para biscates;
    6. a opção é simples: ficar ou partir.
    7. ficar significa perder o sentido de rasgar horizontes e de realizar sonhos de vidas preenchidas, com altos e baixos pois não não há paraísos, mas chegar a uma velhice futura com hipóteses de sobrevivência digna em todos os sentidos, físico, material e espiritual…a chamada plenitude.
    8. partir, com reflexão, precauções não trocando o parco certo pelo incerto, mas quand-même PARTIR, ter a coragem de decidir OUSAR começar e ver a vida acontecer.
    9. Há vários destinos para todos os gostos que eu conheço bem, “atesto e certifico pela minha honra” valer a pena : a China, a Índia, o Japão, o Brasil, os EUA, Canadá; Suécia, Dinamarca, Holanda entre outros aonde SÓ com:
    – vontade de trabalhar muito, mesmo à séria, mas com compensações de retorno de todo o tipo
    – parceiros locais sérios e competentes
    – naturalmente com competência naquilo que sabemos fazer
    – espírito aventureiro e de risco como os nossos antepassados
    – humildade e abertura de espírito a outras culturas e com a certeza de que seremos “hóspedes” de quem nos acolhe sem arrogâncias

    PODEREMOS VENCER.

    Finalmente, a alternativa de ficar e lutar seja nos empregos actuais (Função Pública) seja na política…infelizmente é “esmola que já se deu para esses peditórios”. A resposta pura, dura e fria esteja no poder quem estiver, é a INCONTORNÀVEL falta de meios que afligirá Portugal durante as próximas décadas. No way!

    A Função Pública no meio disto tudo é um conjunto de cidadãos portugueses como na iniciativa privada aonde há excelentes técnicos, honestos, competentes e merecedores de toda a nossa admiração e respeito mas também aonde há calaças, corruptos, conversadores de meia-tigela sobre telenovelas, destreinados, há de tudo como em todos os países, todos os segmentos da sociedade.

    Por isso as minhas palavras só podem ser de aconselhamento “along the lines above”.

    Bj amigo

    • Em cheio, “Vicente”!
      Sabia que ía ser certeiro!
      E nem imagina o que agradeço aqui e pessoalmente!
      Não quero partir o verniz… mas estou zangada e triste porque ao fim de tantos anos me mantenho na “Função Pública”, a acreditar que é aqui que devo exercer realmente.
      A sua reflexão foi muito, muito importante e agradeço profundamente.
      Um jogo é certo… mas uma reflexão também.
      Abraço apertado
      Isabel

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