Poema sem título

O olhar nu
está contido
diluído em sorrisos…
.
Como uma janela aberta
festejo a luz,
o abraço azul
de um voo lançado
e esquecido.
.
.
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16 respostas a Poema sem título

  1. Lindo, Isabel! Eu acredito que uma das grandes inovações da poesia online pode residir nesta capacidade de combinar texto e imagem. A poesia, em si, já é imagem, mas estamos na era tecnológica e acredito que esta é uma excelente forma de atrair a juventude para a poesia. Não serão todos, claro, mas nós sabemos que todas as construções são incompletas e, por vezes, a conquista de um único indivíduo pode justificar o trabalho da nossa vida.
    Um enorme abraço!

    • claro que é tramado, muitas vezes encontrarmos a imagem para as palavras que possam já estar escritas… o que era o caso. Mas acontece-me muitas vezes escrever em função da imagem também… ou da música… ou de múltiplos estímulos que nos impulsionam e fazem nascer não sei que outros múltiplos sentidos!…
      Enfim…
      Obrigada, querida Poeta!
      beijinho

    • … e além disso tem mesmo razão… se a poesia, de alguma forma puder atrair jovens… e se conseguirmos a conquista de um único… de facto, pode justificar o trabalho da nossa vida.
      Mas se conseguirmos atrair, um de cada vez… :)… outros…, mesmo que poucos, melhor ainda!😉
      beijinho Maria João, querida Poeta!

  2. Manuel diz:

    jovens malandros como eu que tenho como o pato os dedos grudados para não usar a aliança…

    é uma forma de poesia amalandrada…eheheh

    beijo

  3. Vicente diz:

    Nada do que se finja, mascare ou pretenda, cabelos que se pintem ou instintos que se contenham te tornará outrem, mesmo que pareças o outro que não tu. Sê, pois, o que és. Serás o ser que tem de haver.

    • Pronto. Já temos “Vicente” outra vez.
      Tem razão. Cada um de nós tem e deve ser o que é!… e deve conhecer-se e aceitar-se sem hipocrisias. Também gosto dessa procura de ser o que se é! Tenho-o feito a vida inteira, por vezes de forma pouco diplomática e até pouco ponderada e inteligente… prejudicando-me e fazendo mal a mim mesma, segundo a opinião de alguns em quem confio e de quem gosto… mas é preciso não esquecer que, por vezes, no exacerbar dessa vontade de uma verdade absoluta, que também não existe, nem em nós mesmos, acabamos por exagerar sem dar conta… e lá se vai a autenticidade outra vez!

  4. João Nuno diz:

    Querida Isabel,
    para quê um título quando a imagem e as palavras dizem tudo?
    A fotografia é sua? Muito boa!
    Como se sente? Como tem andado? Que tal o regresso ao trabalho?
    Saudades!
    Beijinhos
    João Nuno

    • É. A questão da imagem é fantástica… embora por vezes possa condicionar e dirigir demasiado a intenção de quem lê e vê… e, na poesia, para mim, muitas vezes a beleza está principalmente na capacidade que possa ter de nos transportar seja lá para que realidade, ou sonho nosso… e ficar ela mesmo a reverberar, na emoção que desencadeia…
      Mas também gosto tanto deste conj palavra imagem… que cada vez lhe resisto menos!
      Então, a liberdade aos outros, também, de poderem sentir o que quiserem… palavras e imagem… palavras ou imagem… sejao que for!!!!!!!!
      Estou melhor, obrigada… e a trabalhar em força, outra vez.
      Beijinho e saudades

  5. Emília Pinto diz:

    O poema é sem titulo, mas, depois de o lerem cada um pode dar-lhe um título; será sempre diferente, pois forçosamente a interpretação do poema também o será. Se está diluído em sorrisos o nosso olhar só pode estar a enxergar beleza, a receber a luz de um dia maraviloso…azul …que passou, mas que, se quisermos, voltará de novo…azul…luminoso. Um beijinho e que assim seja…que os teus dias sejam sempre …poéticos.
    Emília

    • …aliás, tenho uma profunda dificuldade em dar título a muita coisa… mas principalmente aos poemas que escrevo e que, no caderno, não têm mesmo título!… pelo menos, a maioria deles!
      … obrigada Emília… gostava mesmo que quase todos os meus dias fossem mesmo poéticos… e, nesse sentido, produtivos!
      Bj
      Isabel

      • …mas sabes que mais?
        Reparei que as que transpuz para aqui, para o blog têm título!🙂 dei-me ao trabalho de lhes arranjar um, nem que seja temporário! e acho que vou dar-me oa trabalho, de perceber o título que outras possam ter :)! Um exercício engraçado!
        Agora, um abraço!🙂
        Obrigada!

  6. Teresa Ferreira diz:

    Isabel
    A respeito de um título, ou não, lembrei-me que era uma das coisas que Vieira da Silva não gostava especialmente de dar às suas telas. Andei à procura das suas palavras, a respeito, que sei que estão num livro que tenho, mas não as encontro. Encontrei outras que te vou deixar:
    “Descobri o efémero muito nova. (…) Vivia assim, quase isolada, num mundo de adultos que escutava. Às vezes estava completamente só e às vezes estava triste, muito triste, mesmo muito triste. Refugiava-me então no mundo das cores e no mundo dos sons. Creio que tudo isto se fundia em mim num todo único. (…)
    Tudo está aberto e sempre diferente. Digo uma coisa. Isso pode ser outra coisa. Isso pode ser ainda outra coisa. (…) é um caminho, mas esse caminho pode transformar-se em três ou quatro caminhos, pode ainda tornar-se num beco sem saída. Quando pinto, não sei… não sei, mas na mesma altura, sei. Mas… não sei.”
    E agora, pergunto eu: Nesta tecedura da tua poesia e de quem te lê, não será redutor um título?

    • Sempre achei que sim, Teresa. Mas ontem, não sei o que me deu e procurei um título para cada uma das poesias que tenho trabalhado nestes últimos dias. Não foi um trabalho elaborado, confesso. Defesa instintiva ou inconsciênte, de quem sabe que esse, ou outro título é secundário?
      Então porquê essa pressa, esse exercício?
      Uma experiência, ou a consciência de que ao publicar alguns deles aqui no blogue, lhes tinha de alguma forma atribuído título, até ao Poema sem título?
      Mas gostei muito, muito das palavras que encontraste da Vieira da Silva…
      …obrigada.
      Acho que estou sempre a experimentar coisas dentro dos meus limites!… e há tanta beleza na efemeridade das coisas!… e um título, se redutor, pode também tornar-se efémero. Porque não?
      E a verdade por que tanto lutamos, não é por vezes efémera também?
      Mas concordo profundamente contigo, querida Teresa!
      Obrigada uma vez mais
      Abraço muito amigo,
      Isabel

  7. aluisio diz:

    Querida amiga

    Poemas assim são preciosos.
    Parecem inacabados
    e ao mesmo tempo encerram tanto
    do que imaginamos,
    sentimos ou sonhamos.
    Seu título: Vida.

    Que haja sempre tempo para os sonhos
    em tua vida.

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