Mestres

Na caminhada da vida fazemos sucessivamente reflexões.
Parte dessas reflexões são resultantes das “pontes” que estabelecemos entre a prática de vida e alguns ensinamentos colhidos dos “mestres” que vamos elegendo.
Confesso que tenho ainda necessidade de “mestres”. Terei sempre necessidade deles por mais que me digam que temos que ser, ou descobrir, a capacidade de sermos mestres de nós próprios.
De Cristo, Séneca, Rilke, Pessoa, Eugénio de Andrade, a algumas pessoas de dons especiais que tenho encontrado na vida, e que, na vida, não resisto a eleger como autênticos mestres,  todos eles são muito importantes para mim.
Cristo tem-me ensinado “Amor”. O incondicional.
Séneca, filósofo, escritor e político romano do início do sec I d.c. ensinou-me, nas suas cartas a Lucílio, o quanto podemos e temos ainda a aprender com os sábios da antiguidade e o quanto se mantêm actuais muitas das suas reflexões.
Os poetas de que falo e tantos outros têm-me ensinado a beleza e a complexidade humana expressas na palavra, assim como a genialidade e a simplicidade da poesia, a verdade que ela contém do nosso dia a dia, assim como a importância de sermos nós a descobrir a riqueza do nosso quotidiano, isento de culpa quando nos parece pobre.
As pessoas, essas de dons especiais que tenho encontrado na vida e que elegi como mestres, procuro que saibam o que representam para mim. Não resisto a dizer-lhes o que sinto, pela profunda gratidão  que me despertam… e porque, de facto, o são.
Essas pessoas de que falo e algumas outras que vou tendo o privilégio de conhecer têm-me ensinado a ver a vida da forma que o espanto permite.
Surpreendem-me. Tocam-me. Estimulam-me reflexões. Fazem-me parar e prosseguir. Saborear. Sorrir. Chorar, porque não? E mudar, descobrir, perder, encontrar, fazer… Viver!
Obrigada a todos quantos, de forma directa são meus amigos e continuam disponíveis para uma conversa ou partilha de silêncios.
Obrigada também àqueles que não conheço pessoalmente mas que leio e me transportam, como o valter hugo mãe, o José Luís Peixoto, o Mia Couto, entre tantos outros.
Hoje não resisto a um agradecimento muito especial à Zilda Cardoso, pela sua coragem de partilhar no seu blog um texto como “o dia seguinte”, entre tantos outros.
Reflexões intimistas de expressão tão poética quanto verdadeira  e realista.
Toca-me profundamente.
(http://zildacardoso.blogs.sapo.pt)
É bom descobrirmos “mestres” e sabermos que estão por aí. Vivos, despertos. Dispostos  a partilhar.
 
 
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8 respostas a Mestres

  1. João Nuno diz:

    Querida Isabel, com a simples certeza de que as suas palavras também têm o dom de muitos mestres.
    Obrigado por permitir que, com a tranquilidade do meu coração, ajuste as suas palavras à minha vida. Felizes os que ouvem o tanto que há nos outros.
    Um beijinho.
    João Nuno

    • …é fantástica esta partilha que se pode fazer aqui! Acho que me vou rendendo cada vez mais a este mundo onde podemos partilhar tanta coisa e descobrir pessoas que de outra forma dificilmente cruzariam os nossos caminhos.
      Um beijinho, João Nuno
      Isabel

  2. lidia cravo diz:

    Querida amiga
    Mestre é quem assim escreve……
    Um beijinho
    Lídia Cravo

    • Minha querida Lídia
      As suas palavras são sempre incentivadoras. O meu conceito de “mestre” é exigente, como sabe. E sinto-me muito, muito aquém dos “mestres”…
      …tenho saudades.
      Beijinho para si e toda a família

  3. zilda cardoso diz:

    As suas palavras são tão confortantes! Precisamos de afecto, todos nós e a Isabel sabe dá-lo. Sabe fazer os outros felizes – que melhor qualidade poderia ter?! Agradeço-lhe por isso. E desejo que o seu blogue lhe dê satisfação, preencha a lacuna que terá. É muito sensível e irá descobrindo… É muito culta também. Ninguém lhe pode ensinar senão técnicas e isso não é o mais importante.
    Também dou importância a verdadeiros mestres, sempre que posso vou lê-los ou ouvi-los. Os anos fazem acumular conhecimentos de experiência, de observação e de reflexão. Regresso a casa sempre feliz. Tenho pena que nesta nossa época não se lhes dê maior importância, não se dê mais valor a esse saber de experiência feito.
    Mas, Isabel, tem tudo que precisa.

    • Zilda…
      Há sentimentos que não explicamos. Por vezes asfixiamos a nossa intuição quase à nascença. E a intuição é bem mais simples que as avaliações que tecemos, quantas vezes na ânsia das racionalizações e do encaixe em padrões pre-determinados.
      Estou a tentar deixar fluir a minha… e é incrível o quanto a sua sensibilidade me toca e o quanto as suas palavras me dizem. O poder que tem de me fazer reflectir, tanto com entusiasmo, catapultando-me, como com serenidade, pela comunhão sentida quando a leio e me faz sorrir.
      Há pessoas que nos tocam particularmente. A Zilda é uma delas.
      Agradeço as suas palavras. A sua presença “aqui”, para mim tão importante.
      Essa minha intuição faz-me sentir que tenho mesmo muito para aprender consigo. O processo já se iniciou.
      Continuarei atenta às suas palavras e ao seu blog. Ficarei feliz quando tiver disponibilidade de vir aqui.
      Dou verdadeiro valor e importância ao “saber de experiência feito”. E a Zilda tem tanto para dar!…
      Obrigada uma vez mais, pelas suas gentis palavras a meu respeito… Mas tenho mesmo muito ainda para aprender! Acredite!!!!
      Agora só posso dizer, com toda a simplicidade: Gosto de si.
      Sempre
      Isabel

  4. Pedro diz:

    E também tu, mesmo não o querendo ser, és mestre de todas as pessoas que contactam de perto com a tua maneira de ser, de viver o mundo, de acreditar no melhor das pessoas e procurar esse melhor em cada um estimulando a sua manifestação. Devo dizer que tenho aprendido muito contigo e que admiro a maneira como te dás aos teus utentes e como és mestre de todos aqueles que realmente querem aprender contigo e desenvolverem as suas capacidades de cuidar de si e dos outros.
    Continua e acredita na tua capacidade.

    • Querido Pedro
      Nem sei bem o que te dizer…
      …que sendo tu tão jovem, também tenho aprendido tanto contigo!… e agradecer-te todas estas palavras que são um reforço enorme, ao esforço, mas também ao prazer desta forma de estar na vida… a desejar continuar a ter coragem para manter a nossa congruência, apesar das poucas ajudas dadas pelo sistema em que estamos integrados.
      Talvez, por isso mesmo, seja preciso continuar a apostar em tudo o que acreditamos!
      …mas “mestre”…
      …ainda bem que aprendemos sempre um pouco, ou tanto, uns com os outros.
      Obrigada, Pedro. Vejo-te crescer todos os dias. E é bom.
      Parabéns!

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