Pena de morte por apedrejamento

 
Hoje queria expressar a minha indignação e revolta.
Cedo, no caminho para o trabalho escutei com atenção o Pedro Malaquias na sua habitual referência a algumas das notícias publicadas em diferentes jornais do dia.
Hoje referiu-se a uma notícia que encontrou sem grande destaque num desses jornais.  A sentença de morte por apedrejamento, de Sakineh Mohammadie Ashtiani, de 42 anos, pronta a ser aplicada a qualquer minuto. Aparentemente irreversível, pelo que entendi.
Acusada de adultério, segundo a legislação iraniana, a mulher será enterrada até à altura do peito, para depois se iniciar o apedrejamento. “As pedras devem ter o tamanho suficiente para causar dor, mas não para matá-la imediatamente…”
Pelo que pude pesquisar, o departamento de estado em Washington criticou e demonstrou preocupação com a situação dos direitos humanos na República Islâmica e Mina Ahadi, chefe do grupo activista Comité Internacional contra o Apedrejamento e Pena de Morte, refere que “apenas uma grande campanha internacional poderá salvar a vida desta mulher.”
Revoltada, indignada e frustrada com a minha impotência, pergunto-me e pergunto-vos: como podemos participar e dar força a essa campanha internacional para salvar a vida desta mulher?
 
Sugiro que leiam a notícia do Examiner e proponho que assinem a petição.
Hoje não quero escrever mais palavras.
 
 
 
 
 
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7 respostas a Pena de morte por apedrejamento

  1. Tristes notícias as do mundo em que vivemos. Indignantes e merecedoras de apedrejamento em governos bárbaros, radicais e não merecedores sequer de existirem ou dirigir nações.

    É sempre o mesmo velho problema de cada país: tem o que merece. Os heróis são também os da sombra, os que conspiram para derrubar a injustiça e a intolerância e a indignidade.

    As revoluções nestas circunstâncias não são as do diálogo nem da tolerância: devem matar, ferir e escorraçar estes “demónios” pois não são dignos de se chamarem humanos.

    Eu estaria sempre do outro lado da barricada, dando a morte, se necessário fosse, por lutar contra causas “contra natura”.

    Dito isto não vejo como hipócritamente o chamado mundo civilizado poderá ser efectivo.

    Mesmo que se trate de adultério caberá aos próprios medir a causa da separação e a entrega a terceiros. Seguramente que o consentimento para a ligação, que não casamento, é nula desde o início, e nunca existiu.

    Eu sei que não chega só manisfestar o que penso, mas hoje e contra o meu feitio, esta notícia fez-me verberar os ensinamentos de Alá, que neste caso não é grande, como rezam as preces.

    • Pu-Ji
      …o “hipocritamente mundo civilizado” poderá nunca chegar a ser efectivo. Tomara que pudesse ser efectivo consigo mesmo corrigindo tanto do que tem de errado…
      …mas se conseguissemos colher e partilhar, pelo menos o que ideologicamente cada cultura possa ter de melhor, sem hipocrisia, poder-se-ia melhorar muita coisa e evitar muito fundamentalismo e muitas atrocidades em sua honra. Em sentido biunívoco!
      …mas, por favor, que agora nos ouvissem… e esta mulher pudesse viver!

  2. João Nuno diz:

    Querida Isabel, nem queria acreditar no que estava a ler. Verdadeiramente cruel, feio, bárbaro, enfim, tudo o que de horrivel se possa chamar.
    É de lamentar que façamos de alguns cenários conquistas mundiais e nos esqueçamos de outros tão degradantes e desesperantes; são sedentos de harmonia e de crescimento.
    Para si um abraço com toda a ternura possível.
    João Nuno
    http://joaonunomb.spaceblog.com.br

  3. ff diz:

    Isabel, fui la, fiquei sem palavras, assinei a petição e deixei este comentario:

    I can’t accept it, there’s no way to justify any kind of perverse aggressivity to deal with a human behaviour… I can’t deal with this sadist human behaviour. Are mankind so inner bad? Or are they so inner mentally sick, like to make and rise legal psychopathic being?

    Obrigada por me levar a poder participar.
    Beijinho grande

    Fatima

    • Minha querida, veja por favor, o comentário do Pu-Jie.
      Amanhã, com mais calma e assim que possa, publico um post com o link de acesso à nova notícia. Animadora, por certo, mas não permitindo baixar guardas até deixar cair o problema no esquecimento. Não está definitivamente resolvido!
      Um abraço bem apertado e muito amigo.
      Obrigada
      Isabel

  4. Manuel diz:

    que boas notícias! devido às pressões de todo o mundo não foi apedrejada nem morta!

    • Pu-Jie, muito obrigada pela notícia!
      Espero, sinceramente que possa ser mais do que um simples adiamento… e que venha a ser possível libertarem-na em definitivo.
      Acho que devemos permanecer atentos à evolução da situação… e continuar a intervir no que estiver ao nosso alcance!
      Vou publicar num post, para quem, eventualmente, não leia os comentários.
      Obrigada pela sua colaboração.
      Isabel

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