Continuar… e ser feliz

Passaram apenas uns dias desde o começo deste blogue.
Confesso que não tem sido fácil, tal como calculava. Mas tem sido uma aprendizagem bem mais interessante do que imaginava.
A ajuda recebida tem sido enorme. Quer por parte da família,  quer por parte de quantos têm participado a  dar reforços positivos e a tecer críticas construtivas que animam, incentivam e minimizam receios.
Sinto que “aqui”, afinal, pode coexistir vontade de fazer, consciência do quanto ainda temos para aprender e compreensão da limitação de cada um de nós.
Cresce o peso da responsabilidade, claro. A consciência do tempo necessário. A certeza de que não posso responder com o pormenor que gostaria a cada interveniente, nem, se calhar, a todos e todas as vezes…
…mas o prazer com que recebo cada comentário renova-me mais e mais a vontade de não deixar de participar, como até aqui, nos blogues dos outros!… e o tempo parece sempre pouco…
Pelo reconhecimento ainda que ténue, da dedicação que um blogue exige, um “Bravo” maior e um respeito redobrado por quem me catapultou e por tantos outros ainda desconhecidos que desejo conhecer… sem que com isso deixe de ter tempo para ler, ler… viver, sentir… e escrever, claro!
E a beleza de viver consiste precisamente em saber reconhecer, apreciar e agradecer cada pequeno gesto, cada pormenor que muitas vezes não valorizamos.
O hábito e automatismo com que vivemos o quotidiano, tanta solicitação e ambição, tanto ruído nosso, em nós e à nossa volta, inibem muitas vezes a nossa descoberta do pormenor.
E é neste pormenor que encontramos a simplicidade e a verdadeira essência.
Nesta etapa da vida, luto essencialmente pelo pormenor, pela simplicidade, pela humildade, pela capacidade de ver, escutar, descobrir e aprender… mais e mais…
Precisamente com o que poderia parecer mais pequeno, mais evidente e comum, mais perto, tenho descoberto tanto, de que me sinto profundamente grata e  feliz.
Chamo a isso vida e considero que ser feliz, não é utopia, desde que não se caia no erro do desejo da “euforia perpétua”, como escreve Pascal Bruckner.
…só que, humana, na cegueira momentânea da distracção, muitas vezes ainda me esqueço, precisamente, de ser feliz.
Foi difícil começar.
Pode até parecer e ser mais difícil, ainda, continuar e manter.
Um desafio por tudo o que disse que não quero desperdiçar.
 
 
 
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2 respostas a Continuar… e ser feliz

  1. Pu-Jie diz:

    Olá Isabel,

    Gostei muito do que escreveu. Parabéns:-)

    Apetece-me citar o que disse uma vez o Churchill quando o interpelaram no Parlamento no início da sua carreira e sobre o percurso que desejava a traçar para o país:

    “Attitude is a little thing that makes a big difference.”

    Bom augúrio de sucesso este seu terceiro posting, mas quem sou eu para fazer mais do que apreciar o que vai começando?

    Amigo abraço

    Pu-Jie

    • Pu-Ji
      Obrigada
      Acredito que diz o que sente.
      Doa a quem doer, mesmo que “de mansinho” é importante que sejamos capazes de exercer a crítica construtiva. Não é fácil. Talvez até mais difícil para quem faz a crítica, do que para quem a recebe. Pelo menos no que me diz respeito. Continuo a procurar estar atenta, disperta e receptiva.
      A vida é extraordinária.
      Abraço amigo
      Isabel

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